quinta-feira, 25 de junho de 2015

Relatando expêriencia através da imagem...

 
 
 
A praça é um espaço de construção de memórias, de encontros e desencontros. Conhece-la é antes, ouvir as muitas vozes que por ali passaram... Nada pode ser mais fascinante do que que explorá-la e descobrir que ela também nos explora  a alma, nos arranca saudades e lembranças do passado de outras praças também. Assim, mesmo que não a tenhamos conhecido antes, ela se torna íntima no primeiro contato do olhar.

Por trás de todo bom trabalho, os bastidores...


 

No que diz respeito à construção do mapa e publicação do mesmo aqui no Blog a troca de experiências e também a contribuição de meus colegas de faculdade Eduardo Damacena e Eliet Borges foram de suma importância. Na produção e Edição de imagens e vídeo, a presença de Vanessa Pereira dos Santos, minha irmã, contribuiu para elaboração do pequeno vídeo aqui postado. Na parte historiográfica, os relatos emocionados de quem conhece como ninguém a história da cidade de Barreiras, Ignez Pitta. Não poderia deixar de citar aqui a Tutora Joanna Penna, cuja capacidade profissional e artística conduziu de forma fundamental todas as etapas desta atividade sobre a Praça Duque de Caxias.

A relação direta e indireta de cada pessoa aqui lembrada e ainda as que não foram citadas se entrelaçam etnograficamente para, num conjunto multicultural de saberes, provir novas histórias e consequentemente perpetuar a memória cultural da Praça Duque de Caxias. Ela que em sua beleza singular encantou-me desde o início, não apenas pela sua localização na história e no tempo, sobretudo pela sutileza de seus detalhes arquitetônicos e poéticos, presentes em cada pedacinho de suas entranhas, presentes em cada lembrança de seus personagens de hoje e de outrora.

 

Relação etnográfica, construída entre a experiência in-loco e a experiência virtual


 
Estudar um pouco da memória através de atividades que envolvam o universo real e virtual é sem sombras de dúvidas um processo de aprendizagem amplo. Conhecer um pouco da história de outras pessoas mediante a relação das mesmas, como por exemplo, a partir de uma praça e de outro elemento histórico que compõe uma cidade, permite-nos uma relação direta e íntima com elas. No caso aqui em questão, esta experiência nos possibilitou acreditar que outras vias de aprendizagens que não o livro didático, podem surtir efeitos incalculáveis na vida de um aluno. A superação de obstáculos e a exploração de novas formas de concessão de conhecimento é uma das grandes riquezas deste processo.

A partir deste trabalho, realizado mediante a pesquisa e estudo sobre a Praça Duque de Caxias, pudemos conhecer não só sua história, sobretudo as histórias de milhares de outras pessoas. Pudemos ainda, de uma forma poética, conhecer as histórias perpetuadas em suas entranhas materiais.

 

 

segunda-feira, 8 de junho de 2015


Explorando as pracialidades...

 
“pracialidades são concretudes, existências que se situam no tempo e espaço, participando da construção e das metamorfoses da esfera da vida pública”(QUEIROGA, 2001)
             Negar que por trás das estruturas físicas da praça existe o que chamamos de parcialidades, é acreditar que a importância da mesma se encerra em sua beleza arquitetônica e pelo tempo de sua construção. Muito mais que simples espaço urbano que compõe uma cidade ela carrega histórias e mundos diversos.
            Pela praça circulam pessoas e em cada uma delas segredos, vontades, lamentos, conquistas. Quem nunca beijou na praça? Quem nunca sentou-se para prosear? Quem nunca chorou ou rio na praça?
           A partir do trabalho aqui realizado pude partilhar de muitas histórias. Historias estas de pessoas que, no início, meio desconfiadas, iam repartindo um pouco de suas lembranças. Lembranças estas que por sinal eram suas únicas riquezas.
 
“aqui já foi mais sossegado. Hoje, faz inté medo de ficar aqui. Quando existia homens de bens se podia ficar aqui inté romper o dia que nada acontecia.”  (morador de rua).

Segundo a professora e historiadora Ignez Pitta, era em frente da praça que homens e mulheres embarcavam e desembarcavam a todo o momento. Penso que neste movimento de embarques e desembarques muitas saudades, encontros e desencontros aconteceram. A praça, calada, presenciara tudo...
           Dentre os conceitos estudados mediante o estudo aqui realizado sobre a Praça Duque de Caxias, a interterritorialidade se encaixa perfeitamente aqui, pois de acordo Lílian Amaral (2013), “territórios culturais, étnicos, religiosos parecem definir melhor a noção contemporânea de lugar.” Desta forma entendo que temos muito mais a explorar no outro, quanto em nós mesmos. fazer uso da visualidade e visibilidade, produzindo   “metamorfoses do olhar” (AMARAL, 2013), olhar este, cada dia mais aguçado a ver o intangível. Isto aconteceu comigo. Antes de saber a história da praça, a escolhi pela sua beleza estética e aos poucos fui conhecendo as várias histórias ali vividas; sua importância cultural, histórica, social... Seus personagens visíveis e invisíveis...

 

 

Relatando experiências...

 

Mas o que é a praça, se nela não há graça de viver?

Não praça se vive de graça, porém não há dinheiro que se possa pagar:

O amor, a vida, o tempo... vividos na praça por homens, mulheres de toda idade e de muito lugar...

Aos poucos, histórias, lembranças se inserem na praça e ficam marcadas...

Umas brandas, outras mansas...

Às vezes doídas, noutras silêncio...

E em muitas olfatos e paladar. (Lucivânia Pereira)

 

Poder descobrir um pouco mais da cidade de Barreiras é, sem dúvidas muito enriquecedor, pois sou natural de uma outra cidade e desta forma tudo que aprendo sobre esta cidade me encanta. Poder aprender a partir da história do outro e misturar-se a esta, faz com que nosso repertório se alargue e que nosso olhar aprenda a enxergar novos horizontes.

Pesquisar sobre a Praça Duque de Caxias, me proporcionara além de aprender bastante, fazer parte da rotina da mesma e perceber que muito mais do que simples monumento histórico, ela representa um pedaço vivo desta cidade, localizada no Oeste da Bahia.

Andar pelas ruas e ouvi histórias de pessoas anônimas, as quais pediram para não serem fotografadas, valeram muito, pois em mim ficaram registrados cada palavra, cada gesto , das mesmas, assim como nestas pessoas um pouco de minha pessoa também ficou...

O tripé aqui estabelecido entre cidades/blogs/universidade, favoreceu-nos construir histórias, ampliar nosso conhecimento e ainda utilizar ferramentas tecnológicas como via de aprendizagem e de troca de experiências.

A realização deste, ainda se caracteriza como a prova concreta de que é possível se conectar com outras realidades através da internet. Que cada um de nós pode e deve contribuir para que a teia cibernética seja utilizada como ferramenta de aprendizagem e valorização das várias culturas existentes para que suas vozes sejam ouvidas e misturadas ao constante movimento da diversidade humana.

Segundo Milton Santos, (...) tudo começa com o conhecimento do mundo e se amplia com o conhecimento do lugar, tarefa conjunta que é hoje tanto mais possível porque cada lugar é o mundo. Daí advém uma possibilidade de ação”(SANTOS,1994 pp. 116-117 in TRAMAS 8 por Lílian Amaral p.25)

domingo, 31 de maio de 2015

Trabalho de Ateliê de Estéticas Urbanas - Professora Formadora Noeli Batista






O trabalho aqui apresentado compreende uma das etapas do estudo realizado sobre a Praça Duque de Caxias localizada em Barreiras – BA.A escolha desta praça em especial se deu inicialmente por conta de sua beleza poética, vista somente por aqueles, cuja sensibilidade está aberta  para perceber as várias vozes ali presentes, as histórias que ecoam através de sua arquitetura e também pela sua importância histórica como primeira praça da cidade de Barreiras aqui contada pelas lembranças em fotos e através das palavras da grande historiadora renomada Ignez Pitta.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Fotos da Pç Duque de Caxias







Praça Duque de Caxias, Barreiras - BA

A Praça Duque de Caxias é uma das praças mais antigas da Cidade de Barreiras. Ela fica localizada à AV. Sete de Setembro no Centro Histórico. Lá existe um Coreto onde são realizadas apresentações artísticas. Em uma de suas laterais podemos ter o prazer de conhecer o antigo casarão que fora usado como sede da prefeitura no passado e na outra a antiga Igreja de Santa Terezinha; À sua frente temos o Cais, local onde embarcações traziam mercadorias que eram negociadas ali mesmo nos trapiches.
Envolvida por lembranças e saudosas recordações, a Praça Duque de Caxias faz parte da história de nossa cidade.
 

https://www.google.com.br/maps/place/R.+Sete+de+Setembro,+Barreiras+-+BA/@-12.145811,-45.000749,3a,75y,317.36h,104.09t/data=!3m4!1e1!3m2!1sP5K2Qda8xytx8zaIHmJf1Q!2e0!4m2!3m1!1s0x934acab35a22cce3:0x303d744b13018615!6m1!1e1?hl=pt-BR