Relatando experiências...
Mas o que é a praça, se nela não há
graça de viver?
Não praça se vive de graça, porém não há
dinheiro que se possa pagar:
O amor, a vida, o tempo... vividos na
praça por homens, mulheres de toda idade e de muito lugar...
Aos poucos, histórias, lembranças se
inserem na praça e ficam marcadas...
Umas brandas, outras mansas...
Às vezes doídas, noutras silêncio...
E em muitas olfatos e paladar. (Lucivânia
Pereira)
Poder descobrir um pouco mais da
cidade de Barreiras é, sem dúvidas muito enriquecedor, pois sou natural de uma
outra cidade e desta forma tudo que aprendo sobre esta cidade me encanta. Poder aprender a partir da história do outro e misturar-se a esta,
faz com que nosso repertório se alargue e que nosso olhar aprenda a enxergar
novos horizontes.
Pesquisar sobre a Praça Duque de
Caxias, me proporcionara além de aprender bastante, fazer parte da rotina da
mesma e perceber que muito mais do que simples monumento histórico, ela representa um pedaço
vivo desta cidade, localizada no Oeste da Bahia.
Andar pelas ruas e ouvi histórias de pessoas
anônimas, as quais pediram para não serem fotografadas, valeram muito, pois em mim ficaram registrados cada palavra, cada gesto , das mesmas, assim como nestas pessoas um pouco de minha pessoa também ficou...
O tripé aqui estabelecido entre
cidades/blogs/universidade, favoreceu-nos construir histórias, ampliar nosso conhecimento
e ainda utilizar ferramentas tecnológicas como via de aprendizagem e de troca
de experiências.
A realização deste, ainda se
caracteriza como a prova concreta de que é possível se conectar com outras
realidades através da internet. Que cada um de nós pode e deve contribuir para
que a teia cibernética seja utilizada como ferramenta de aprendizagem e
valorização das várias culturas existentes para que suas vozes sejam ouvidas e
misturadas ao constante movimento da diversidade humana.
Segundo Milton Santos, (...) tudo
começa com o conhecimento do mundo e se amplia com o conhecimento do lugar,
tarefa conjunta que é hoje tanto mais possível porque cada lugar é o mundo. Daí
advém uma possibilidade de ação”(SANTOS,1994 pp. 116-117 in TRAMAS 8 por Lílian
Amaral p.25)
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